sexta-feira, 23 de março de 2012

Estranhices



Você conhece alguma pessoa muito estranha? Se a gente aprende alguma coisa nessa vida, é que existe muita gente estranha por aí! Sujeitos com manias esdrúxulas e formas excêntricas de ver o mundo, se portar nele, se vestir, o que comer, o que ouvir, tudo! Estamos rodeados de pessoas assim! Mas agora vos pergunto: e alguém não o é em sua intimidade? O que você faz quando ninguém te olha? Dança da forma mais desconsertada do mundo? Canta tão desafinadamente quanto pode? Tira a meleca do nariz? Fica encarando o espelho fazendo caras e bocas? Ensaia diálogos em sua mente e fica nervoso quando a pessoa não segue o roteiro que você tinha traçado? Feliz daquele que aceita suas estranhices e gosta de ser o que sua natureza lhe proporciona. Somos todos estranhos, só depende do ponto de vista analisado! Então novamente volto a perguntar, o que é ser estranho? A resposta é bem simples: ser estranho é ser você! Hahahaha
Portanto quem não for estranho, que atire a primeira pedra!
;)

domingo, 5 de fevereiro de 2012

O tempo não cura nada!



Olá leitores, tudo bem com vocês? Séculos que não atualizo o blog né? Minha vida anda uma loucura ultimamente... mas vou ser bem breve no post hoje!

Dizem por aí que o tempo cura tudo, que o tempo é o melhor remédio para um coração partido, decepções, perdas, e afins. Acreditam piamente nessa ideia de um tempo curandeiro, benevolente, impetulante. Bem... na verdade eu discordo muito disso e acredito que o tempo não cura nada! Não me contento com a ideia de um tempo recompositor. O tempo não costura em nós o que foi deixado em pedaços ao longo do caminho nem muito menos faz os tecidos danificados se regenerarem, estes processos não são condicionados a existência ou inexistência do tempo. O Tempo é somente o tempo. Ele anda quando quer, corre quando bem entende, pára quando necessário, faz o que lhe é cabível no universo singelo particular de quem o vive.
Não me condenem ainda... o que estou querendo dizer é que não me alegro com a ideia de um tempo que tem o controle sobre os processos pelos quais devemos passar para nos recompor e obter novas alegrias. O tempo é atemporal quando entendemos o propósito pelo qual fomos criados, elucidados pelo argumento que nos é cabível de simplesmente sermos porque devemos ser. Mas o que isso tudo tem a ver? Tudo! O processo natural de cura é intrínseco do ser humano, quem cura não é o tempo, é o nosso próprio organismo dotado de propriedades maravilhosas imputadas em nós pelo Grande Criador do universo.
É necessário vontade, dar o primeiro passo, sair da inércia. Atirar-se no desconhecido universo do recomeço. Provar o novo.  Sermos novos de novo. Sermos versão melhorada de nós mesmos, atualizada e à prova de bugs provindos de versões anteriores, como um software. Assim a gente percebe que o tempo não é o curador, é apenas o canal para o processo de desenvolvimento e amadurecimento. Somos capazes de nos adaptar a quaisquer situações, liberar o perdão, seguir em frente, graças a Aquele quem nos criou. Ser quem deveríamos ser, ser quem Ele sonhou!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Montanhas ou planícies?




Desejo limitar-me a um pequeno acontecimento para classificar 2 tipos de pessoas que acabei descobrindo enquanto viajava. Há 2 tipos básicos de pessoas: as pessoas planícies e as pessoas montanhas. Estranho né!? Logo de início, se eu fosse perguntar para você com qual nome você se identificaria mais, o que me diria? Bem, vou falar um pouco a respeito do que notei em uma singela experiência particular.
As pessoas montanhas são aquelas que não gostam de enxergar muito longe, fazer planos a longo prazo, correr, pois veneram a sensação de enxergar o que seus olhos podem ver detalhadamente, são pessoas cautelosas e na maioria das vezes sentem-se “protegidas” quando envolvidas pelas montanhas ao seu redor. Este tipo de pessoa possui muitas qualidades como por exemplo a análise racional e enfática de tudo a sua volta, o famoso chamado “pé no chão”. Possuem também defeitos como o trancamento no seu próprio mundo protegido pelas muralhas que as cercam e preferem ficar ali, no seu ambiente de segurança, onde nada consegue alcançá-las.
Já pessoas planícies são aquelas que reverenciam a linda vista multicolorida do largo horizonte a sua frente, deixando assim alguns detalhes de coisas próximas desapercebidos. Pessoas assim costumam sonhar, sonhos além do “alcance da mão” e dentre as qualidades podemos citar vontade inerente de voar em quaisquer circunstâncias, uma fé que nem sempre se consegue explicar. Já um de seus defeitos é correr olhando para o horizonte, esquecendo-se das pedras no meio do caminho, tropeçando e caindo muitas vezes, mas sempre levantando-se e correndo novamente em direção ao horizonte.
Então volto a te perguntar, meu caro leitor, você é uma pessoa montanha ou planície?

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Uma história de arrependimento



                Durante aquela longa madrugada o galo finalmente cantara. Trazia consigo uma nostalgia embebida de sentimentos ásperos e gélidos de uma triste solidão. Lá no canto, isolado, podia-se notar um homem choroso como uma criança que inconsoladamente e desesperadamente quer algo que não pode ter. Chorava e chorava e chorava o remorso de descobrir que tudo foi uma farsa, que havia sido enganado, entretanto algo ainda pior do que os sentimentos de deslealdade lhe tomavam o peito: a agonia de saber que havia sido enganado por si mesmo, pelo seu coração traidor.
            No peito uma dor insistentemente irremediável. A cabeça a mil já não mais conseguia pensar em nada relevante e ainda carregava o fardo de saber que aquilo tudo ainda não pararia por ali, aquela longa madrugada em aceso se prolongaria numa dolorosa manhã em que mundo jamais esqueceria.
            Pedro via-se contrariado por si mesmo, numa mistura de remorso e arrependimento: “O Mestre previu que eu o negaria e ainda sim não me odiou, como isto é possível?”. Os pensamentos de quem andou 3 anos com o Eterno encarnado e continuava sem conhecê-lo eram intensos, e Pedro notou que eram verdadeiros. Ainda sim, a pior tortura de todas foi imaginar que não mais conversaria com Ele, mesmo o Mestre tendo avisado que voltaria, e assistir a toda aquela dor de camarote. Com as mãos atadas aquele pescador grosseirão via-se completamente impotente.
            Após alguns dias o velho homem deprimido decidira voltar a pescar. Mas por quê? Há tanto tempo ele havia largado aquela prática, deixado para trás os afazeres do velho homem para finalmente ser alguém novo. Finalmente começara a perceber que não era tão diferente quanto pensava, finalmente deixara de acreditar no seu coração.
            Alguns discípulos se compadecendo da dor do companheiro embarcaram juntos, e passaram aquela noite frustrante sem um único peixinho até que um homem encapuzado chega e manda que lancem a rede do lado direito. Sem reconhecê-lo, os teimosos pescadores começaram a murmurar e dizer o quão ruim a noite havia sido, mas que mal há em apenas mais uma tentativa? Lançaram a rede e não conseguiram puxá-la de volta, 153 peixes foi o prêmio total pela obediência naquela ocasião.
            Reconheceram o Mestre todos que ali estavam, mas não Pedro. Pedro enxergava muito mais do que apenas o Mestre em carne e osso e Espírito, enxergava redenção para todo aquele acúmulo de dor silencioso, uma oportunidade de extravasar e colocar tudo para fora. Pedro enxergava arrependimento em si mesmo, finalmente percebera que todos aqueles anos seguindo a Jesus não o fizera conhecer tanto quanto o fato de tê-lo negado e se arrependido, começara a compreender que a graça de Cristo significa o tal do “favor imerecido”.
            Com seu coração ardente, mais do que qualquer outra pessoa no mundo, Pedro coloca sua roupa e não aguenta de tanta felicidade e ansiedade para conversar com Jesus, se atira ao mar antes mesmo que o barco atracasse na costa e corre loucamente ao seu encontro. Jesus o esperava com alguns pães e peixes, e Pedro finalmente percebera que o Eterno vem ao nosso encontro onde nós estivermos, ainda que com as práticas do antigo homem novamente, nos resgata de toda a dor e solidão, e ainda prepara um banquete.
            Então feliz, Pedro percebe que Jesus o havia encontrado, não o contrário.
Assim acontece com muitos até hoje, percebem que Deus é quem nos encontra e nos resgata.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Esconderijo





Sempre há um momento em que nos inunda a vontade de deitar em nosso cantinho em posição fetal, como se de alguma forma estivéssemos novamente protegidos pelo ventre que outrora nos envolveu, e sumir dentro do nosso esconderijo. Sumir como se não existíssemos mais. Não mais. Por alguns segundos, horas, talvez até dias. Voltar ao tempo em que o juízo de valor não nos afetava, de nos escondermos de tudo que nos incomoda, de nos escondermos principalmente dos nossos sentimentos, de nós mesmos. Simplesmente ficar ali, esperando esquecer todo o mundo e o esquecimento do mundo todo. Como se fosse o melhor lugar do mundo. E então é parar, pensar e seguir na impossibilidade da constância eterna. Subimos e descemos nesta montanha russa, inconformados com o movimento do curso das circunstâncias. A sede do novo faz-se perceptível e crescente.

E hoje a minha oração é que Deus seja o meu melhor lugar do mundo, o meu esconderijo, e que me faça novamente renascer.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O Ponto


Ultimamente tenho parado muito pouco pra escrever, mas ando pensando em muitas coisas. E cheguei à conclusão de que hoje se me perguntarem quem é Deus na minha vida eu responderia que Ele é O Ponto! Não somente um ponto, mas O Ponto:
O Ponto de partida
O Ponto de chegada
O Ponto de referência
O Ponto de equilíbrio
O Ponto de mudança
O Ponto de descanso
O Ponto de inserção
O Ponto de escape
O Ponto de interseção
O Ponto de singularidade
O Ponto de alicerce
E a minha oração é que Deus continue sendo O Ponto central da minha vida.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A glória do cair




Muita coisa tem mudado em minha vida nos últimos dias, e tenho pensado bastante no “deserto” como uma coisa muito boa na vida de qualquer pessoa, é lógico que não estou dizendo que ninguém gosta de estar ou passar pelo “deserto”, mas se pensarmos direitinho foi no deserto onde Deus realizou os maiores milagres já vistos, ou alguém não considera uma coluna de fogo durante a noite e uma nuvem durante o dia uma grande coisa? Alguém não considera o maná que caia do céu, as codornas que Deus enviava ao seu povo ou até mesmo água que saía de rochas uma grande coisa?

Tenho enxergado o deserto como a curva de subida no “gráfico” da nossa vida espiritual. “– Tá louco, filho?”. Já ouvi isso (rsrs)! A verdade é que nós desenvolvemos forçadamente uma sensibilidade inata ao entrar no deserto, ou ao cair e pecarmos com uma coisa que achávamos que nunca iria acontecer, não conosco!

Vou explicar melhor, sendo bastante simples desta vez: os piores momentos e as piores fases são onde mais buscamos a Deus e desenvolvemos uma relação de mais intimidade e sensibilidade ao Espírito Santo, e aí chegamos ao título do texto, conhecemos a glória do cair!

Mas que glória há em cair? Aparentemente nenhuma! Não há glória em cair quando não se levanta. Lembro que certa vez eu li em algum lugar: “Hoje eu acordei perguntando a Deus o por que de ter tantos defeitos, e Deus me respondeu que se eu não tivesse defeitos seria auto-suficiente”, é aí que reside a glória do cair!

O cair se converte em glória quando nossos defeitos são moldados por Aquele quem nos criou. O cair se converte em sensibilidade quando buscamos a Deus incessantemente para nos aperfeiçoarmos. O cair se converte em maturidade quando dele tiramos boas lições. O cair se converte em experiências a serem compartilhadas para que outros não precisem cair também.

Então percebemos que de glória em glória somos transformados pelo Espírito do Senhor (2 Coríntios 3.18), pois o Seu poder se aperfeiçoa na minha fraqueza (2 Coríntios 12. 9) e a glória do cair reside no arrependimento e na dependência de Deus.

Não quero contudo ser radical e dizer que cair é necessário para que todas estas coisas aconteçam, mas o fato é que é inevitável durante a caminhada, pois cair é um ACIDENTE DE PERCURSO, não deve NUNCA ser uma ESCOLHA! Mas ainda quando é uma escolha, Deus se compadece de nós e tem misericórdia, pois as suas misericórdias se renovam a cada dia (Lamentações 3: 21-22)



Portanto a dica é que saibamos lidar com as quedas para tirar boas lições e nos tornarmos mais sensíveis, arrependidos e dependentes de Deus ao invés de ficarmos nos martirizando por isso ou aquilo que cometemos.